logo1b

Matéria apresentada pelo Coronel Ricardo no programa da D+TV

Peritos, em sentido amplo, são pessoas físicas entendidas e experimentadas em determinados assuntos e, designadas pela Justiça, recebem a incumbência de ver e referir fatos de natureza permanente, cujo esclarecimento é de interesse no processo.A convocação para o papel de perito é uma forma de reconhecimento de competências, decorrente em grande medida da autoridade científica do próprio perito.
Perito criminal é o policial civil (estadual ou federal) a serviço da justiça, especializado em encontrar ou proporcionar a chamada prova técnica ou prova pericial, mediante a análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos. As atividades periciais são classificadas como de grande complexidade, em razão da responsabilidade e formação especializada revestidas no cargo.
O perito criminal, agindo por requisição da autoridade judicial, pelo ministério público ou pela autoridade policial, estuda o corpo (ou objeto envolvido no delito), refaz o mecanismo do crime (para saber o que ocorreu), examina o local onde ocorreu o delito e efetua exames laboratoriais, entre outras coisas. O perito criminal não é agente da autoridade, dada a isenção que lhes é exigida por força de lei, apesar de comporem uma das diversas carreiras policiais civis dos Estados e da Federação, não está pessoalmente subordinado à autoridade requisitante no tange à técnica ou exame a ser realizado para o esclarecimento dos quesitos, sendo tão somente obrigado a agir sob provocação, à semelhança dos juízes, que nem por isso são subordinados às partes do processo. No Brasil, as Polícias Civis, por força constitucional, são dirigidas pelos Delegados de Polícia. Em alguns Estados, a estrutura administrativa da polícia técnica é subordinada às Secretarias da Segurança. Entretanto, continuam os peritos, criminais e legistas, como policiais civis, pois a chamada "polícia científica" não compõe uma terceira Polícia, por falta de previsão constitucional.
O ingresso na carreira é obtido obrigatoriamente por concurso público, que pode ser de provas ou de provas e títulos. Embora o Código de Processo Penal não faça diferenciações entre os tipos de Peritos, eles são divididos em perito criminal, perito médico-legista e perito odonto-legista (redação dada pela lei 12030/09).
O cargo de Perito Criminal ou Criminalístico (podendo ser, como civil, estadual ou federal) exige formação de nível superior em área específica, conforme já adotavam antes da lei 12030/09 diversos Estados e a Polícia Federal, por exemplo: Biologia, Biomedicina, Computação, Contabilidade, Engenharias, Farmácia, Física, Fonoaudiologia, Matemática, Medicina, Psicologia, Medicina Veterinária, Química, dentre outras...
Os Peritos Criminais geralmente trabalham em locais de crime (perícias de natureza externa) e nos Institutos de Criminalística (natureza interna), embora no caso específico da Polícia Federal, trabalhem tanto interna como externamente. Os Médicos Legistas geralmente trabalham nos Institutos Médicos Legais (IMLs), em conjunto com os Odonto-Legistas e Peritos Criminais da área Farmacêutica ou Biomédica, responsáveis pelas análises das vísceras e demais vestígios coletados durantes os exames de corpo de delito, seja no morto (de cujus) ou na pessoa viva.
Uma vez ingressado na carreira de Perito Criminal, o profissional poderá atuar em diversas áreas forenses, com intuito principal de coletar provas e apresentá-las, na forma de laudo pericial com validade probatória em juízo. Para isso, o Perito Criminal poderá utilizar técnicas de áreas específicas da criminalística, como documentoscopia, engenharia legal, computação forense, química forense, dentre outras.
A perícia criminal, requisitada pela Autoridade Policial, Ministério Público e Judiciário, é a base decisória que direciona a investigação policial e o processo criminal. A prova pericial é indispensável nos crimes que deixam vestígio, não podendo ser dispensada sequer quando o criminoso confessa a prática do delito.
A perícia é uma modalidade de prova que requer conhecimentos especializados para a sua produção, relativamente à pessoa física, viva ou morta, implicando na apreciação, interpretação e descrição escrita de fatos ou de circunstâncias, de presumível ou de evidente interesse judiciário.O conjunto dos elementos materiais relacionados com a infração penal, devidamente estudados por profissionais especializados, permite provar a ocorrência de um crime, determinando de que forma este ocorreu e, quando possível e necessário, identificando todas as partes envolvidas, tais como a vítima, o criminoso e outras pessoas que possam de alguma forma ter relação com o crime, assim como o meio pelo qual se perpetrou o crime, com a determinação do tipo de ferramenta ou arma utilizada no delito.
Apesar de o laudo pericial não ser a única prova, e entre as provas não haver hierarquia, ocorre que, na prática, a prova pericial acaba tendo prevalência sobre as demais. Isto se dá pela imparcialidade e objetividade da prova técnico-científica enquanto que as chamadas provas subjetivas dependam do testemunho ou interpretação de pessoas, podendo ocorrer uma série de erros, desde a simples falta de capacidade da pessoa em relatar determinado fato, até o emprego de má fé, onde exista a intenção de distorcer os fatos.
A perícia criminal encontra-se atualmente em processo de expansão no Brasil, com início de valorização por parte das autoridades, mas em curso demasiadamente lento, o que faz com que o Perito Criminal ainda seja visto através de uma fachada de filmes de Hollywood, o que não se aplica à realidade brasileira.
A execução das perícias criminais é de competência exclusiva dos Peritos Criminais. Essa afirmação é reforçada pelo Art. 25 da Lei Geral da Polícia Civil (Projeto de Lei 1949/07), que caracteriza a figura do Perito Criminal como essencial para o funcionamento da Polícia Judiciária ou da Polícia Científica, nos estados onde esta estiver em operação.
As atividades desenvolvidas pelos peritos são de grande complexidade e de natureza especializada, tendo por objeto executar com exclusividade os exames de corpo de delito e todas as perícias criminais necessárias à instrução processual penal, nos termos das normas constitucionais e legais em vigor, exercendo suas atribuições nos setores periciais de: Acidentes de Trânsito, Auditoria Forense, Balística Forense, Documentoscopia, Engenharia Legal, Perícias Especiais, Fonética Forense, Identificação Veicular, Informática, Local de Crime Contra a Pessoa, Local de Crime Contra o Patrimônio, Meio Ambiente, Multimídia, Papiloscopia, dentre outros.
A função mais relevante do Perito Criminal é a busca da verdade material com base exclusivamente na técnica. Não cabe ao Perito Criminal acusar ou suspeitar, mas apenas examinar os fatos e elucidá-los. Desventrar todos os aspectos inerentes aos elementos investigados, do ponto exclusivamente técnico.
Entomologia forense – insetos aliados da lei
Atualmente a tecnologia encontra-se a disposição da justiça como ferramenta de auxílio à investigação de crimes através da mão de obra técnica especializada e de equipamentos científicos de precisão. Desta forma, a ciência passou a ser capaz de fornecer dados suficientes para indicar vestígios de um crime e supostos criminosos. Entre as diversas áreas de pesquisa forense, a entomologia vem nas últimas duas décadas despertando o interesse de peritos e pessoas ligadas a instituições judiciais devido ao fato de existir uma relação íntima entre esse estudo e as técnicas de investigação em diferentes casos de morte.
A Entomologia Forense é considerada a ciência aplicada ao estudo dos insetos, ácaros e outros artrópodes em procedimentos legais. A primeira aplicação da entomologia forense citada em manuais de medicina legal refere-se como ocorrida em 1235, na China, baseado em um manual chinês da autoria de Sung Tzu, intitulado “The washing away of wrongs”, onde ele citou um caso de homicídio perpetrado com uso de instrumento de ação corto-contundente, no qual os investigadores, à procura de vestígios na redondeza encontraram uma foice com moscas sobrevoando ao seu redor, provavelmente pela atração dos odores exalados de substâncias orgânicas aderidas a lâmina, imperceptíveis a olho nu. Tal fato desencadeou um interrogatório realizado pela polícia ao proprietário da foice, levando-o posteriormente a confessar a autoria do crime (Oliveira-Costa 2003).
Os estudos em entomologia forense no Brasil indicam as moscas como os insetos de maior interesse na área, provavelmente pela diversidade deste grupo em regiões tropicais e sobre tudo pela grande atratividade que a matéria orgânica em decomposição exerce sobre esses insetos adultos ou larvas, influenciando no comportamento e dinâmica populacional das várias espécies em nichos ecológicamente distintos.
Aplicações Legais da Entomologia Forense
A entomologia é utilizada em investigação de tráfico de entorpecentes, maus tratos, danos em bens imóveis, contaminação de materiais e produtos estocados ou morte violenta, entre inúmeros outros casos que se apresentam no âmbito judicial.Os conhecimentos entomológicos podem servir de auxílio para revelar o modo e a localização da morte do indivíduo, além de estimar o tempo de morte ou intervalo pós-mortem (IPM). O conhecimento da fauna de insetos, biologia e comportamento também podem determinar o local onde a morte ocorreu.
Aplicações nos casos de morte natural, acidental ou criminal.
A diagnose diferencial da causa jurídica da morte não é uma tarefa fácil, portanto, somente com conhecimentos entomológicos, dificilmente conseguiremos concluí-la. Entretanto certas considerações auxiliam o rumo correto a ser seguido. Drogas presentes no cadáver podem indicar uma dose por ingestão letal dessas substâncias (“over dose”), uma vez que as mesmas interferem no processo de desenvolvimento dos insetos necrófagos. Cocaína, heroína e outros narcóticos têm mostrado efeitos adversos que interferem na velocidade de crescimento das formas imaturas de alguns insetos e também de maneira intrínseca no processo de decomposição cadavérica.
Aplicações nos casos de entorpecentes
As drogas não sintéticas, comercializadas ilegalmente através da manipulação dos produtos naturais cultivados ou pertencentes a áreas de extrativismo são acompanhadas de sua fauna entomológica associada. Como exemplo a identificação de origem da Cannabis sativa (maconha), com base nos insetos encontrados, que no momento da prensagem do vegetal, ficaram retidos, traçando a rota do tráfico através da sua distribuição geográfica.
Considerações Finais
A divulgação dessa ciência no âmbito policial nacional é quase inexistente. As pesquisas em entomologia no Brasil por sua vez, devido a impedimentos jurídicos e éticos, são desenvolvidas em carcaças de animais visando obter parâmetros correlacionais com cadáveres humanos, fazendo-se necessário uma pesquisa mais abrangente no meio pericial.
No Brasil a escassez de entomólogos forenses é apenas mais uma das diversas razões para os poucos estudos realizados na área.
Perícia técnico cientifica – CSI
Nos últimos tempos as tvs por assinaturas tem sido invadidas por seriados sobre perícias criminais, tornando-se verdadeira moda entre os aficionados por este seguimento profissional que desperta a curiosidade e o sonho de milhares de pessoas em todo o mundo.
Também conhecidos como Peritos investigadores ou CSI - CRIME SCENE INVESTIGATOR, estes investigadores de cena de crime desempenham um papel impar no que diz respeito a solução de crimes, onde muitas vezes as provas são mínimas e os indícios e presunções quase não existem. Munidos de equipamentos especiais desconhecidos pela maioria da população, e de um elevado conhecimento técnico e cientifico estes peritos são capazes de desvendar, através da técnica os mais difíceis e insolucionáveis casos criminais.
Geralmente estes peritos entram em cena para maximizar a coleta de evidencias e apontar a solução do crime em questão, com a utilização de um aguçado e treinado raciocínio pericial capaz de juntar peças como num verdadeiro quebra cabeças.
Aqui no Brasil, quando ocorre um crime 03 peritos distintos e com funções diversas podem entrar em ação para o esclarecimento da verdade, são eles: O perito criminal, o perito médico legista e o perito Papiloscopista.
Cabe ao Perito Criminal efetuar o levantamento e estudo do local do crime apurando como o mesmo ocorreu e em quais circunstâncias, informando quais os meios e equipamentos utilizados na pratica do crime, para a realização deste trabalho pericial é fundamental a correta preservação do local do crime, que não pode em hipótese alguma ser violado, sob pena de destruição das provas e vestígios deixados pelos criminosos.
Ao Perito Medico Legista, cabe a tarefa de efetuar a autopsia no corpo da vitima, para descobrir qual foi a causa da morte, neste momento o Perito leva em consideração todas as evidencias encontradas no corpo da vitima, como marcas, hematomas, ossos quebrados ou fraturados, vestígios de substancias e alimentos ingeridos de forma voluntária ou não, nas ultimas horas ou até mesmo dias, entre outros.
O Perito Papiloscopista que em muitos estados não é considerado Perito, tem a missão de examinar as individuais dactiloscópicas do corpo da vitima colhendo as digitais dos pés e das mãos, para uma posterior localização destas impressões digitais junto aos arquivos dos institutos de identificação, tem também a função de efetuar o levantamento das impressões digitais deixadas pelos criminosos no local do crime.
Somando-se os trabalhos efetuados por estes 03 peritos, dificilmente teremos um crime sem solução, pois a soma destas conclusões sempre levará a autoridade competente a um resultado conclusivo no que diz respeito a materialidade de um crime, embasando o inquérito policial, dando substancia e credibilidade as investigações e municiando as autoridades Jurídicas de provas necessárias para que possam formar o seu livre convencimento.
Finalizando os Peritos devem sentir-se honrados, pois desempenham uma função impar e de grande prestigio, despertando os sonhos e a admiração de todos, Sendo úteis ao esclarecimento da verdade e indispensáveis para o auxilio a Delegados, Promotores, defensores, Juizes e Desembargadores.

Peritos, em sentido amplo, são pessoas físicas entendidas e experimentadas em determinados assuntos e, designadas pela Justiça, recebem a incumbência de ver e referir fatos de natureza permanente, cujo esclarecimento é de interesse no processo.A convocação para o papel de perito é uma forma de reconhecimento de competências, decorrente em grande medida da autoridade científica do próprio perito.

Perito criminal é o policial civil (estadual ou federal) a serviço da justiça, especializado em encontrar ou proporcionar a chamada prova técnica ou prova pericial, mediante a análise científica de vestígios produzidos e deixados na prática de delitos. As atividades periciais são classificadas como de grande complexidade, em razão da responsabilidade e formação especializada revestidas no cargo.

O perito criminal, agindo por requisição da autoridade judicial, pelo ministério público ou pela autoridade policial, estuda o corpo (ou objeto envolvido no delito), refaz o mecanismo do crime (para saber o que ocorreu), examina o local onde ocorreu o delito e efetua exames laboratoriais, entre outras coisas. O perito criminal não é agente da autoridade, dada a isenção que lhes é exigida por força de lei, apesar de comporem uma das diversas carreiras policiais civis dos Estados e da Federação, não está pessoalmente subordinado à autoridade requisitante no tange à técnica ou exame a ser realizado para o esclarecimento dos quesitos, sendo tão somente obrigado a agir sob provocação, à semelhança dos juízes, que nem por isso são subordinados às partes do processo. 

 

No Brasil, as Polícias Civis, por força constitucional, são dirigidas pelos Delegados de Polícia. Em alguns Estados, a estrutura administrativa da polícia técnica é subordinada às Secretarias da Segurança. Entretanto, continuam os peritos, criminais e legistas, como policiais civis, pois a chamada "polícia científica" não compõe uma terceira Polícia, por falta de previsão constitucional.O ingresso na carreira é obtido obrigatoriamente por concurso público, que pode ser de provas ou de provas e títulos. Embora o Código de Processo Penal não faça diferenciações entre os tipos de Peritos, eles são divididos em perito criminal, perito médico-legista e perito odonto-legista (redação dada pela lei 12030/09).O cargo de Perito Criminal ou Criminalístico (podendo ser, como civil, estadual ou federal) exige formação de nível superior em área específica, conforme já adotavam antes da lei 12030/09 diversos Estados e a Polícia Federal, por exemplo: Biologia, Biomedicina, Computação, Contabilidade, Engenharias, Farmácia, Física, Fonoaudiologia, Matemática, Medicina, Psicologia, Medicina Veterinária, Química, dentre outras... 

Os Peritos Criminais geralmente trabalham em locais de crime (perícias de natureza externa) e nos Institutos de Criminalística (natureza interna), embora no caso específico da Polícia Federal, trabalhem tanto interna como externamente. Os Médicos Legistas geralmente trabalham nos Institutos Médicos Legais (IMLs), em conjunto com os Odonto-Legistas e Peritos Criminais da área Farmacêutica ou Biomédica, responsáveis pelas análises das vísceras e demais vestígios coletados durantes os exames de corpo de delito, seja no morto (de cujus) ou na pessoa viva.Uma vez ingressado na carreira de Perito Criminal, o profissional poderá atuar em diversas áreas forenses, com intuito principal de coletar provas e apresentá-las, na forma de laudo pericial com validade probatória em juízo. Para isso, o Perito Criminal poderá utilizar técnicas de áreas específicas da criminalística, como documentoscopia, engenharia legal, computação forense, química forense, dentre outras.A perícia criminal, requisitada pela Autoridade Policial, Ministério Público e Judiciário, é a base decisória que direciona a investigação policial e o processo criminal. A prova pericial é indispensável nos crimes que deixam vestígio, não podendo ser dispensada sequer quando o criminoso confessa a prática do delito.

A perícia é uma modalidade de prova que requer conhecimentos especializados para a sua produção, relativamente à pessoa física, viva ou morta, implicando na apreciação, interpretação e descrição escrita de fatos ou de circunstâncias, de presumível ou de evidente interesse judiciário.O conjunto dos elementos materiais relacionados com a infração penal, devidamente estudados por profissionais especializados, permite provar a ocorrência de um crime, determinando de que forma este ocorreu e, quando possível e necessário, identificando todas as partes envolvidas, tais como a vítima, o criminoso e outras pessoas que possam de alguma forma ter relação com o crime, assim como o meio pelo qual se perpetrou o crime, com a determinação do tipo de ferramenta ou arma utilizada no delito.Apesar de o laudo pericial não ser a única prova, e entre as provas não haver hierarquia, ocorre que, na prática, a prova pericial acaba tendo prevalência sobre as demais. Isto se dá pela imparcialidade e objetividade da prova técnico-científica enquanto que as chamadas provas subjetivas dependam do testemunho ou interpretação de pessoas, podendo ocorrer uma série de erros, desde a simples falta de capacidade da pessoa em relatar determinado fato, até o emprego de má fé, onde exista a intenção de distorcer os fatos.A perícia criminal encontra-se atualmente em processo de expansão no Brasil, com início de valorização por parte das autoridades, mas em curso demasiadamente lento, o que faz com que o Perito Criminal ainda seja visto através de uma fachada de filmes de Hollywood, o que não se aplica à realidade brasileira.
A execução das perícias criminais é de competência exclusiva dos Peritos Criminais. Essa afirmação é reforçada pelo Art. 25 da Lei Geral da Polícia Civil (Projeto de Lei 1949/07), que caracteriza a figura do Perito Criminal como essencial para o funcionamento da Polícia Judiciária ou da Polícia Científica, nos estados onde esta estiver em operação.As atividades desenvolvidas pelos peritos são de grande complexidade e de natureza especializada, tendo por objeto executar com exclusividade os exames de corpo de delito e todas as perícias criminais necessárias à instrução processual penal, nos termos das normas constitucionais e legais em vigor, exercendo suas atribuições nos setores periciais de: Acidentes de Trânsito, Auditoria Forense, Balística Forense, Documentoscopia, Engenharia Legal, Perícias Especiais, Fonética Forense, Identificação Veicular, Informática, Local de Crime Contra a Pessoa, Local de Crime Contra o Patrimônio, Meio Ambiente, Multimídia, Papiloscopia, dentre outros. A função mais relevante do Perito Criminal é a busca da verdade material com base exclusivamente na técnica. Não cabe ao Perito Criminal acusar ou suspeitar, mas apenas examinar os fatos e elucidá-los. Desventrar todos os aspectos inerentes aos elementos investigados, do ponto exclusivamente técnico.Entomologia forense – insetos aliados da leiAtualmente a tecnologia encontra-se a disposição da justiça como ferramenta de auxílio à investigação de crimes através da mão de obra técnica especializada e de equipamentos científicos de precisão. Desta forma, a ciência passou a ser capaz de fornecer dados suficientes para indicar vestígios de um crime e supostos criminosos. Entre as diversas áreas de pesquisa forense, a entomologia vem nas últimas duas décadas despertando o interesse de peritos e pessoas ligadas a instituições judiciais devido ao fato de existir uma relação íntima entre esse estudo e as técnicas de investigação em diferentes casos de morte.A Entomologia Forense é considerada a ciência aplicada ao estudo dos insetos, ácaros e outros artrópodes em procedimentos legais. A primeira aplicação da entomologia forense citada em manuais de medicina legal refere-se como ocorrida em 1235, na China, baseado em um manual chinês da autoria de Sung Tzu, intitulado “The washing away of wrongs”, onde ele citou um caso de homicídio perpetrado com uso de instrumento de ação corto-contundente, no qual os investigadores, à procura de vestígios na redondeza encontraram uma foice com moscas sobrevoando ao seu redor, provavelmente pela atração dos odores exalados de substâncias orgânicas aderidas a lâmina, imperceptíveis a olho nu. Tal fato desencadeou um interrogatório realizado pela polícia ao proprietário da foice, levando-o posteriormente a confessar a autoria do crime (Oliveira-Costa 2003).Os estudos em entomologia forense no Brasil indicam as moscas como os insetos de maior interesse na área, provavelmente pela diversidade deste grupo em regiões tropicais e sobre tudo pela grande atratividade que a matéria orgânica em decomposição exerce sobre esses insetos adultos ou larvas, influenciando no comportamento e dinâmica populacional das várias espécies em nichos ecológicamente distintos. Aplicações Legais da Entomologia ForenseA entomologia é utilizada em investigação de tráfico de entorpecentes, maus tratos, danos em bens imóveis, contaminação de materiais e produtos estocados ou morte violenta, entre inúmeros outros casos que se apresentam no âmbito judicial.Os conhecimentos entomológicos podem servir de auxílio para revelar o modo e a localização da morte do indivíduo, além de estimar o tempo de morte ou intervalo pós-mortem (IPM). O conhecimento da fauna de insetos, biologia e comportamento também podem determinar o local onde a morte ocorreu.  Aplicações nos casos de morte natural, acidental ou criminal.A diagnose diferencial da causa jurídica da morte não é uma tarefa fácil, portanto, somente com conhecimentos entomológicos, dificilmente conseguiremos concluí-la. Entretanto certas considerações auxiliam o rumo correto a ser seguido. Drogas presentes no cadáver podem indicar uma dose por ingestão letal dessas substâncias (“over dose”), uma vez que as mesmas interferem no processo de desenvolvimento dos insetos necrófagos. Cocaína, heroína e outros narcóticos têm mostrado efeitos adversos que interferem na velocidade de crescimento das formas imaturas de alguns insetos e também de maneira intrínseca no processo de decomposição cadavérica.  Aplicações nos casos de entorpecentesAs drogas não sintéticas, comercializadas ilegalmente através da manipulação dos produtos naturais cultivados ou pertencentes a áreas de extrativismo são acompanhadas de sua fauna entomológica associada. Como exemplo a identificação de origem da Cannabis sativa (maconha), com base nos insetos encontrados, que no momento da prensagem do vegetal, ficaram retidos, traçando a rota do tráfico através da sua distribuição geográfica.

Considerações Finais

 

 

A divulgação dessa ciência no âmbito policial nacional é quase inexistente.

As pesquisas em entomologia no Brasil por sua vez, devido a impedimentos jurídicos e éticos, são desenvolvidas em carcaças de animais visando obter parâmetros correlacionais com cadáveres humanos, fazendo-se necessário uma pesquisa mais abrangente no meio pericial. No Brasil a escassez de entomólogos forenses é apenas mais uma das diversas razões para os poucos estudos realizados na área. 
Perícia técnico cientifica – CSI Nos últimos tempos as tvs por assinaturas tem sido invadidas por seriados sobre perícias criminais, tornando-se verdadeira moda entre os aficionados por este seguimento profissional que desperta a curiosidade e o sonho de milhares de pessoas em todo o mundo.Também conhecidos como Peritos investigadores ou CSI - CRIME SCENE INVESTIGATOR, estes investigadores de cena de crime desempenham um papel impar no que diz respeito a solução de crimes, onde muitas vezes as provas são mínimas e os indícios e presunções quase não existem. Munidos de equipamentos especiais desconhecidos pela maioria da população, e de um elevado conhecimento técnico e cientifico estes peritos são capazes de desvendar, através da técnica os mais difíceis e insolucionáveis casos criminais.Geralmente estes peritos entram em cena para maximizar a coleta de evidencias e apontar a solução do crime em questão, com a utilização de um aguçado e treinado raciocínio pericial capaz de juntar peças como num verdadeiro quebra cabeças.Aqui no Brasil, quando ocorre um crime 03 peritos distintos e com funções diversas podem entrar em ação para o esclarecimento da verdade, são eles: O perito criminal, o perito médico legista e o perito Papiloscopista.Cabe ao Perito Criminal efetuar o levantamento e estudo do local do crime apurando como o mesmo ocorreu e em quais circunstâncias, informando quais os meios e equipamentos utilizados na pratica do crime, para a realização deste trabalho pericial é fundamental a correta preservação do local do crime, que não pode em hipótese alguma ser violado, sob pena de destruição das provas e vestígios deixados pelos criminosos.Ao Perito Medico Legista, cabe a tarefa de efetuar a autopsia no corpo da vitima, para descobrir qual foi a causa da morte, neste momento o Perito leva em consideração todas as evidencias encontradas no corpo da vitima, como marcas, hematomas, ossos quebrados ou fraturados, vestígios de substancias e alimentos ingeridos de forma voluntária ou não, nas ultimas horas ou até mesmo dias, entre outros. O Perito Papiloscopista que em muitos estados não é considerado Perito, tem a missão de examinar as individuais dactiloscópicas do corpo da vitima colhendo as digitais dos pés e das mãos, para uma posterior localização destas impressões digitais junto aos arquivos dos institutos de identificação, tem também a função de efetuar o levantamento das impressões digitais deixadas pelos criminosos no local do crime.Somando-se os trabalhos efetuados por estes 03 peritos, dificilmente teremos um crime sem solução, pois a soma destas conclusões sempre levará a autoridade competente a um resultado conclusivo no que diz respeito a materialidade de um crime, embasando o inquérito policial, dando substancia e credibilidade as investigações e municiando as autoridades Jurídicas de provas necessárias para que possam formar o seu livre convencimento.Finalizando os Peritos devem sentir-se honrados, pois desempenham uma função impar e de grande prestigio, despertando os sonhos e a admiração de todos, Sendo úteis ao esclarecimento da verdade e indispensáveis para o auxilio a Delegados, Promotores, defensores, Juizes e Desembargadores.

AddThis Social Bookmark Button

Comentarios (1)

matéria muito extensa
0
DIFICILMENTE UMA PESSOA LÊ UMA MATERIA TÃO EXTENSA IGUAL A ESSA...
EU NÃO LEIO.
Stive , setembro 18, 2011

Escreva seu Comentario

smaller | bigger

busy

reflexoes_de_dom_fernando2

programa_mulheres2

Assista o Programa do Cel Ricardo Jacob "Em Defesa da População" toda Sexta-feira na D+TV das 9h as 10hs

O programa "Coronel Ricardo em Defesa da População" é sempre reprisado as Segundas-Feiras às 8 horas e as Quartas-Feiras às 13 horas na D+TV.

Clique Aqui para assistir a D+TV 

dmais_blog

Redes Sociais

facebook orkut twitter
AddThis Social Bookmark Button

Frase do Momento

“Pra bom entendedor, piscada de olho é mandado.”